NESTE LINK VAMOS DESTACAR VÁRIOS GUERREIROS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE QUE PARTICIPARAM DE GUERRAS

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sábado, 16 de novembro de 2024

MAURÍCIO PINHEIRO DA COSTA

 


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

FRANCISCO GALDINO DUARTE

 



O Ex-combatente  e  Integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Segunda Guerra Mundial,  o senhor FRANCISCO GALDINO DUARTE, mais conhecido como “CHICO GALDINO”, nasceu na comunidade de Paraná, município de Luís Gomes, Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia 05 de setembro de  1919. Não tenho certeza que o mesmo ainda encontra-se vivo; se vivo for, está com 105 anos de idade e talvez seja o último combatente potiguar  ainda vivo.

HONÓRIO ANTÔNIO DA SILVA

 


 HONÓRIOANTÔNIO DA SILVA, conhecido por   “Honório Gregório”, foi um dos último ex combatente do Exército brasileiro, nasceu no dia 24 de abril de 1919, no município  Olho D’água do Borges, Estado do Rio Grande do Norte  e faleceu em  31  de   março de 2022

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

RODOVAL CABRAL DA TRINDADE

 


UM HERÓI POTIGUAR DA FEB – A HISTÓRIA DO SARGENTO RODOVAL CABRAL DA TRINDADE E O COMBATE DE SAN QUIRICO

 

Rodoval era filho do funcionário público João Cândido da Trindade, casado com Emília Cabral da Trindade. Tudo indica que o casal era natural da cidade de Ceará-Mirim, onde seu filho Rodoval nasceu em 1909. Ele era um dos nove filhos do casal, sendo seis homens e três mulheres. Não sabemos a data, mas, provavelmente, em algum ano da década de 1920 a família Cabral da Trindade se mudou de Ceará-Mirim para Natal, onde moravam na Rua Laranjeira, número 26, na Cidade Alta, perto da Igreja do Galo

O fato ocorreu em 1931, em pleno estádio de futebol Juvenal Lamartine, onde improvisaram uma quadra de basquete não sei de que jeito e o Tiro de Guerra 18 venceu a poderosa equipe do 29º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro. Digo poderosa porque o pessoal do 29º treinava muito e tinha até mesmo à disposição uma quadra de basquete. Mesmo sendo de barro batido essa quadra possuía dimensões oficiais e ficava onde atualmente se encontra o SESC da Cidade Alta. A equipe do 18 era formada, entre titulares e reservas, por Humberto Nesi, Luiz Tavares de Souza, Alberto Gentile, Zacarias Cunha, José Maia Mousinho e Miguel Ferreira da Silva. Esse pessoal era treinado pelo tenente Francisco Antônio do Nascimento, o conhecido “Chicó”, por anos comandante do Tiro de Guerra, e pelo soldado Severino Estevam dos Santos, o “Jaú”. Todo esse pessoal foi contemporâneo de Rodoval.

FONTE – TOK DE HISTÓRIA

JOSÉ VARELA

 

 (Ceará-Mirim-RN) # Potiguar morto em combate na Segunda Guerra Mundial

Soldado José Varela, natural de Ceará Mirim, filho de Benedito Varela e de Maria Dardomes Custódio. Faleceu em ação no dia 14 de abril de 1945, na região de Montese. Agraciado com as Medalhas de Campanhas, Sangue do Brasil e Cruz de Combate de 2ª Classe. São de um biógrafo estas palavras: ”desde criança, pertencia à comissão regional de escoteiros do mar de Natal”. Tirou o curso primário no Grupo escolar Isabel Gondim, onde foi aluno exemplar. A pedido da Comissão Regional de Escoteiros do Mar, a Prefeitura de Natal honrou uma das ruas principais de Natal com seu nome. O Grupo escolar inaugurou civicamente seu retrato.

FONTE – FUNDAÇÃO JOSPÉ AUGUSTO

WILSON VIANA BARBOSA

 

 (Campo Grande-RN) # Segundo Sargento Wilson Viana Barbosa, filho de José Viana Barbosa e de Joana Viana Barbosa. É considerado desaparecido desde 12 de dezembro de 1944, na zona de operações.

FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

RAMIRO GOMES DE FREITAS

 

RAMIRO GOMES DE FREITAS

Nasci em Taipu-RN, interior do Estado, no dia 30 de dezembro de 1924 . Trabalhava na lavoura com meu pai. Naquele época chovia bastante mas a vida era muito sofrida. Nós nos matávamos de trabalhar na lavoura e quando estava próximo da colheita, as lagartas vinham e acabavam com tudo. Quando completei 12 anos de idade falei com meu pai e disse que ali não dava mais para continuar, naquele sofrimento e que eu precisava sair de casa. Meu irmão mais velho já havia saído. Então íui morar em Ceará Mirim onde trabalhava num bar do meu tio.

 Quando fui convocado para a guerra íui fazer exames de saúde em Natal, éramos uns 50 jovens, fomos para o hospital, onde é hoje a maternidade Januário Cicco, era um hospital militar. Se tivesse condições de saúde você iria para a guerra, se não tivesse não iria Eu fui selecionado.

Na viajem para a Itália você não podia tirar o colete salva-vidas pois se o navio fosse a pique você afundaria junto com ele. Quando nós passamos de Gibraltar, começou... era bomba, era o diabo, os alemães perseguindo a gente. O navio era o General Meigs, um navio americano com 800 metros de comprimento por 70 de profundidade, olha o tamanho do animal, não era brincadeira não, eram quase nove mil soldados lá dentro. Os soldados choravam demais, diziam: "tenente e se eu morrer?", o tenente dizia: "se você morrer sua família tá amparada rapaz!". Agente jogava dama, dominó, carta e graças a Deus eu nunca tive tristeza, "vou alegre e vou voltar alegre". Quando nos aproximamos de Nápoles, o comandante avisou: "Nó vamos chegar ao cais do porto de Nápoles." A temperatura era 15 graus abaixo de zero. Eu fui no quarto escalão. A temperatura abaixo de zero. E outra coisa, disse o comandante: "não dêem nada a ninguém", eram aqueles garotos todos maltrapilhos, e o frio era grande. Eles pediam chocolate e cigarros para os pais dele: "brasiliano dá cigarete para mi papa". Aí o soldado inglês, a Inglaterra antes tinha invadido Nápoles e o Mussolini havia botado aqueles garotos para jogar granadas nos tanques de guerra da Inglaterra, eles (os ingleses) tomaram uma raiva dos garotos tão grande que quando viam um garoto, metiam o chicote que o sangue descia. É por isso que o comandante falou para não soltarmos nada para esses garotos, nem cigarros, nem ponta de cigarros, pois se soltássemos esses garotos iriam sofrer. Depois nós chegamos no depósito para onde íamos, esse depósito era uma escola militar de Mussolini, escola de permanência alemã. Olha só aonde é que eu estava! Quando nós pensávamos que lá estava tudo bem, tudo gostoso começou o barulho. Tinha um túnel ali perto, que se não me engano tinha 6 quilômetros. O túnel era grande, ai nós descíamos de um lado para o outro numa escuridão danada, pois a luz era vermelha, não tinha luz branca não. Aí vamos esperar, quando começou aquela guerra aérea: Brasil, Estados Unidos e Alemanha. O prédio era tão bombardeado que viviam dependuradas as coisas, e ali agente vivia. O túnel era uma proteção aérea para quando eles viessem nos bombardear. E ali nós ficamos. Quando eles bombardeavam, não conseguiam atingir agente, eles bombardeavam o prédio, pois conheciam muito bem o prédio que já havia sido deles, dos alemães. Então eles não conseguiam bombardear o túnel. Um túnel daquele tamanho, o que tinha de força elétrica não é brincadeira não rapaz! E a nossa luz era aquela vermelhinha. Não podíamos tocar nos fios elétricos. Eu sei que quando eles foram embora, nós viemos voltar para o nosso alojamento já era quase duas horas da manhã. Eles (os aliados) derrubaram cinco aviões alemães e o inglês e o americano, graças a Deus, voltaram todos direitinhos. Ai os alemães não tentaram mais nada sobre nós ali em Nápoles. Nós ficamos ali e dali fomos distribuídos para o front, para Stáfolli, para Livorno, para Porreta... então nós fomos distribuídos para aquela região onde houve a guerra cerrada.

FONTE -  RANIELLI CAVALCANTE DE MACEDO